Antonio Marques Lóio moderador
Registo: 15 Jun 2007 Mensagens: 26
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Colocada: Ter Ago 14, 2007 22:51 Assunto: Desacatos no futebol |
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Vamos chamar os "bois" pelos nomes.
No nosso pequeno país temos 4 ou 5 ( nem sei ) jornais diários desportivos, sem contar com as folhas dedicadas ao tema pelos jornais diários de referência, programas de rádio, televisão e até a Net. Porquê?
A resposta é evidente. Porque são comprados, lidos e vistos. O nosso povo deixa-se alimentar pelas " guerras" entre dirigentes, pelos apitos de todas as cores, pelos comentadores tendenciosos etc. Fazemos do futebol uma guerra e claro que as guerras são travadas com a violência necessária para se chegar á vitória. As claques na maioria constituídas por jovens, são a testa de ponte da batalha. As armas: insultos. slogans guerreiros, bandeiras, paus, moedas, telemóveis até transistores, em vez de pedras e flechas, são as armas de arremesso, tal qual uma batalha medieval!
Grupos extremistas aproveitam-se, incentivam, arrastam e ferem.
A nossa democracia é demasiado permissiva dirão uns. Existe um culto de violência, dirão outros.
Não fora o futebol, a factura de antidepressivos arrasaria as finanças do Ministério da Saúde. Será por isso? Claro que não, mas ajuda!
Noutros tempos falava-se nos três "F". Fado futebol e Fátima. O fado para curtir as amarguras da vida e as paixões "assolapadas". Fátima, para conduzir os crentes, porventura receosos dos castigos eternos, pelas patifarias que cá na Terra íam fazendo. O futebol esse era o tubo de escape, onde se berravam impropérios saídos democráticamente tanto das bocas finas dos senhores doutores, como das gargantas roucas dos operários.
Só que....perdeu-se o controlo. Os nomes feios passaram a insultos e destes á violência foi um passo. Em vez de estádios cheios com famílias, como em Espanha, olhamos cada vez mais as bancadas desertas. Em vez dos nossos clubes terem capacidade financeira para poderem manter os "craques" vemo-los partir como emigrantes de luxo... enfim.
Este tema é inesgotável, aliciante para teses de antropólogos e filósofos, mas para mim por hoje basta.
Apetece-me plagiar a minha filha mais velha, que remata as conversas fastidiosas assim;
Tenha paciência.... olhe, são vidas....
A. M. Lóio |
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